Há alturas em que esta questão se impõe e nos perguntamos quem somos ou o que somos?
As respostas podem ser infinitas, mas ninguém melhor do que nós para arranjar a resposta mais adequada.
É uma pergunta difícil, que provavelmente pouca gente parou para pensar, por vezes achamos que estas coisas são demasiado óbvias para andarmos a perder tempo, contudo se nos perguntarem algo deste género dificilmente teremos uma resposta, pois nunca nos questionámos. O máximo que fazemos é pensar o que os outros são, porque todos os dias fazemos juízos dos outros e esquecemo-nos de nós julgarmos a nós próprios.
Claro que é muito mais fácil criticar e julgar os outros, é simples dizer o que pensamos dos que nos rodeiam, mas no que toca a falarmos de nós há sempre muita hesitação.
Normalmente quando as pessoas falam umas das outras não é para dizerem coisas bonitas e agradáveis, especialmente quando a pessoa em questão não está presente para que se possa defender. Mas o que é isso afinal,falta de coragem para dizer o que se pensa, cobardia ou apenas pura maldade?
Quando as pessoas têm uma ideia negativa sobre nós raramente dizem isso cara a cara, normalmente arranjam intermediários para fazer com que a mensagem chegue até nós, mas claro que conforme a mensagem se espalha as outras pessoas vão acrescentando um pouco mais á história original.
É óbvio que todos nós temos uma ideia daquilo que somos, contudo essa ideia pode ser diferente da realidade, pode estar um pouco distorcida e para descobrirmos o que realmente somos precisamos dos outros, para que estes nos confirmem ou desmintam a ideia que temos de nós próprios.
Eu não sou apenas aquilo que penso sobre mim, porque sou também um pouco daquilo que os outros pensam a meu respeito…
Conhecermo-nos bem é algo gradual, porque com o passar do tempo podemos ir confirmando o que achamos de nós, mas os outros são fundamentais para percebermos se somos realmente o que achamos.
Eu até posso achar que sou uma pessoa muito sociável mas se as pessoas à minha volta me dizem que sou uma pessoa que se isola muito e que não interage com os outros, algo está errado, ou sou eu que tenho uma ideia errada sobre mim ou então são os outros que não me conhecem realmente.
As nossas atitudes não dependem apenas de nós, dependem muito daqueles que nos rodeiam, porque eu até posso ser muito sociável, mas se as pessoas que estão à minha volta não valorizarem a minha companhia, não dialogarem nem mostrarem interesse por me conhecer melhor é claro que perante essas pessoas vou parecer pouco sociável porque ninguém gosta de se sentir posto de parte.
O ser humano só se torna realmente humano quando interage com os outros, porque se isso não acontecer somos apenas bichos que não sabem comunicar, nem muito menos raciocinar.
Nós somos aquilo que somos mas a construção da nossa personalidade é muito influenciada pelos outros.
Conhecer-se não é algo assim tão simples, depende muito de nós mas também depende dos outros.
Mas também temos de ter noção de que não somos o que os outros pensam de nós, cada um é como é.
Todos deveríamos ter coragem suficiente para dizermos às pessoas quando não gostamos das suas atitudes para que elas possam melhorar, devemos fazer críticas construtivas.
Cátia Carmo 12º2 nº5
Sugestão de leitura - Aventuras Misteriosas
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Desta feita, sugerimos a leitura dos livros *Aventuras Misteriosas* da
autoria de Sérgio Franclim.
Esta colecção deveras interessante trata de assuntos da ...
Há 9 meses
